Criatividade

Palestra-Show

Entreter para ensinar, quebrando padrões e não patrões

Entendo que para ensinar e compartilhar conhecimento com o público, falar não basta. É preciso interagir e fazer com que ele também seja protagonista. Esta postura aliada ao conteúdo, às tecnologias e às diferentes formas de apresentação são instrumentos dirigidos a gerar questionamentos e mudanças que tornam o aprendizado mais eficaz. Encontrei estas referências principalmente no filósofo chinês Confúcio (que disse certa vez que esquecemos o que ouvimos; lembramos do que vemos e aprendemos o que fazemos) e em Walt Disney (que falava que preferia entreter para ensinar a ensinar para entreter).

Outro diferencial da palestra-show está em quebrar o paradigma de que o aprendizado que está aliado ao inusitado, ao humor ou à irreverência é superficial ou peca no conteúdo. Utilizar fatos do cotidiano para ilustrar conceitos e fazer com que a pessoa os assimile é um instrumento fantástico de comunicação e ensino. Eu presenciei uma ex-CEO, muito requisitada, de uma grande empresa norte-americana utilizando o tango para contextualizar o impacto do ritmo das mudanças e da globalização nos negócios. Foi realmente um show para olhos, ouvidos e alma!

Quando estudei acupuntura, os meus colegas médicos queriam entender o porquê do resultado da melhora dos pacientes e o professor oriental disse: “Na Medicina Oriental é mais importante a cura, do que sabermos o porquê dela.”

Acho que a palestra-show tem origem oriental! Mas, brincadeira à parte, por ser sistêmica, catalisadora e não-linear, ela gera grandes mudanças, disto não tenho dúvidas, e acho extremamente importante que ela seja cientificamente analisada. Tanto é que faço parte de uma pesquisa, de avaliação dos efeitos das palestras-show, desenvolvida e coordenada pelo professor-doutor José Roberto Leite, da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP).

Para medir os efeitos das palestras-show é necessário avaliar o relato verbal dos participantes, pois é a forma mais confiável de avaliação, segundo os cientistas. Para que esses relatos tenham uma medida reproduzível foram criadas as Escalas de Avaliação de Humor (EAH). Portanto, psicólogos aplicaram a EAH em grupos, na expectativa de avaliar as mudanças decorrentes antes, logo após e uma semana depois das minhas palestras.

Entre os dados coletados nestas pesquisas, um deles me chamou mais a atenção: as pessoas apresentavam um baixo estado de clareza de idéias antes das palestras, e logo após assisti-las este estado atingiu níveis de excelência!

Após uma semana da palestra, em nova medição, esse estado (e o seu respectivo valor na escala), continuava alterado para o do sentimento positivo. A abertura que este efeito provoca nas pessoas me motiva a continuar com esta missão de despertar em cada um uma inquietação, um antídoto para a acomodação.

E esta motivação, aliada ao compromisso permanente que um palestrante deve ter com a aprendizagem, me levou a usar a Internet como uma extensão dos conceitos que aplico, disponibilizando textos, e-book, apostila eletrônica e cursos a distância. Assim como a Rede, não há limites para inovar.

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